segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Ver-te verde vida


Deita, corre, sei que não é mole
Presa que é essa, já correu a beça
Sentiu o cheiro? Já viu o verde?
Se sente contente por não ver?
Se sente contente por não sentir?
Infeliz?

Deitar na grama, fazer um drama, assistir um programa
Quanto tempo faz? Não te vejo mais.

Sorria pra vida, fecha a ferida
Cadê a alegria que te satisfaz?
Te ver no verde, na dança
Não se cansa, se lança, desencana.

Tempo pouco, dia curto
E a vida pode não chegar amanhã
Sente o vento ainda há tempo
se sim ao simples, viva a vida bem vinda.

Banho de sol, banho de chuva
Olhe a frente, 18 horas no outono
de um lado de outro vermelho no céu, nuance.
Beleza do lado, faz-se um retrato
isso tudo marca sim, memória em mim.

Abre a janela, isso que te cerca, sorria.
Reciprocidade no ato, isso é fato
Me faço, te refaço
De dia, de noite, sinta-se bem.

Olha o real isso não te faz mal
Rotina acelera, se alerta
Essa é a vida real.

Aproveita é tempo, segue nesse alento
Grite, leia, cante, sorria.
Só chore de emoção pelo o que te toca o coração
Acorda pra vida, é hora da vida.
Momento de regeneração.

Sem impacto tire a razão, aja pelo coração
Mente a frente, olhe como é diferente
Quero ver-te verde vida
Ser humano as vezes cai bem.

Bruna Eccel

Nenhum comentário:

Postar um comentário