O fogo nunca se repete. Cada chama, cada cor, toda intensidade, nunca é igual. Não sou fogo, mas por vezes sinto-me ao saber que não me repito, não repito meus chamados, tenho inúmeras nuances e minha intensidade depende do quanto sou alimentada. Alimento-me de esperança, de amor, de conhecimento, alimento-me de cada gesto dessa vida. Mas tem uma água que me apaga. É a total desesperança, a tristeza, a desordem, toda desumanidade. Apaga-me a falta de sentimento, a falta de vontade, a falta de viver, a falta de amar, a falta de amor. Mas enquanto sentir-me fogo quero ao menos tentar acender um pouco da chama que cada um leva em si. Chama de viver, de querer, de sentir. Chama pra cantar, chama pra ser livre, chama pra ensinar, chama pra lutar, chama pra sair, chama que eu vou. Me chama.
Bruna Eccel
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