
Olhares, conversas, interesses, risadas, encaixes, jeitos, gestos, planos, compreensões, conquistas, desventuras, deslizes, paixões, ilusões, mistérios, segredos, medos, intimidades, Conversas inacabadas e inacabáveis... sonhos.
Um início sem querer, coberto de por que. Simetria, sintonia, via, sentia, sabia que era assim, pensava... igual não há, igual não tinha, igual não tem.
Se questionava sempre, a cada dia e momento. Consigo levava uma pergunta feita de duas palavras, no que sempre foi deixado para trás, sem razão. Repetia, o que tinha esquecido, o que foi esquecido... E nós? Se questionava.
Dentre de todo contorno, tantas reviravoltas, ainda continuava cutucando, relembrando e reabrindo...
E nós?
E nós ficou para trás, ficou tarde, mas não ousava em dizer tarde demais. Apenas, o breve ficou tarde. Tarde pra esquecer, tarde pra não lembrar, tarde pra não sentir, tarde pra não pensar, tardes perdi, por pensar que podia te perder dos meus pensamentos, mesmo querendo que fosse, mesmo querendo que ficasse. Quis e não queria, quis e no não querer continua-se querendo.
E nós?
Distante demais, mas não tão distante pra dizer nunca mais.
Se sim ou não ponho-me a lhe ouvir agora.
Sem disfarces, sem mesmices, nem rodeios.
Mesmo sem perceber, mesmo sem querer... foi assim, não querendo mais que esperei por esperar.
Continuei caminhando sozinha...
Assim, deixo para trás... até nunca.... sem continuar, questionando exaltei:
E nós?
Bruna Eccel
"Não me deixes ir, posso nunca mais voltar"
Clarice Lispector


