domingo, 1 de agosto de 2010

O que falta



E toco no meu violão, uma canção. E em cada canção uma nota, em cada nota um som, em cada som um ritmo, e nesse ritmo eu sigo, nesse ritmo que eu vou, mas nesse ritmo não quero seguir.
Sigo sempre pelo o que falta, pelo o que me faz falta, pelo o que preciso e não tenho. Sigo e não é por querer, é o que eu quero e quanto mais quero parece cada vez mais fugir de mim.
Sigo por tudo o que não tem, sigo assim por que hoje falta amor. Não vejo mais a vontade de se entregar, não vejo mais a pureza, não vejo mais a simplicidade, não vejo mais a vontade, não vejo mais a cumplicidade, não vejo mais ninguém ir pela emoção, eu sei que o melhor é ir pela razão. Mas se te pertence os dois é sinal de que vale usar mais um do que o outro as vezes. E cada vez mais vejo que falta a entrega, falta o abraço, falta apenas parar de seguir regras, fazer joguinho de conquista, charme. Cada vez mais vejo que falta falar que gosta sem medo, falta assumir, e de novo falta amor. Cada vez mais vejo que falta percepção, falta coragem, assim deixam escapar pela mão alguém que sempre procurou. O que falta mesmo, sem mais nada, sem apelo, é somente amor, o que falta mesmo é sentimento, o que falta mesmo é emoção. Não que eu siga por isso, é que banalmente ta faltando, o que se torna quase impossível não seguir pela falta. Quero repetir quantas vezes for necessário eu ainda acredito no amor, e eu sei... é ele que move tudo aqui. Mesmo nesse mundo, mesmo desse jeito, mesmo sem o seu valor, mesmo que ninguém mais se de o valor, mesmo que sobre vulgaridade de uns sim... ele ainda move, move tudo. E eu aqui acredito, ele existe e um dia ele aparace, um dia ele acontece, mesmo que eu siga pela falta um dia encontro alguém que estava seguindo também. E o que era falta, se torne o necessário, por que o que sobra falta também, e do necessário não há quem não necessite. E o necessário é amor, é amar.

Bruna Eccel

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