quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Intensidades


O que é morno nunca me atraiu. Pensamento morno, vontade morna, vida morna, gente morna. E gente morna só atrai o que é morno. Eu prefiro tudo aquilo que queima ou gela, aquilo que dá calafrios. Intensidade. Gente intensa, vontade intensa, vida intensa. Um pouco de oito ou oitenta a mais pro mundo aqui. E é isso que falta. E tudo que é assim, tudo que é morno funciona como repelente. Expele pra longe tudo que é derivado de intensidade. E eu, ao menos quero que a intensidade faça parte de toda a vida, de toda a minha vida. Quero sorrir demais, me aventurar demais, amar demais, e que se for pra chorar que eu chore demais pra depois a felicidade vir em dobro. Quero intensidade até nas dores. Quero intensidade nos detalhes. Acordar e sair sem rumo, sem parada, sem roteiro. Ver onde vai dar. Quero banho de mar gelado e depois que venha o quente do sol. Quero gargalhar até a rouquidão dar conta do recado. Quero mesmo é dizer, que o que quero mesmo é intensidade. Pra que no final de tudo, eu possa dizer que valeu a pena. Fui ao máximo da intensidade que é sentir qualquer coisa, sobre tudo ou qualquer outra coisa. Apenas intensidade.


Bruna Eccel

2 comentários:

  1. PERFEITO!

    Não se culpar por ser intenso, saber que poucos tem este privilégio, poucos sentem isso.
    Mais uma vez parabéns Bruna, não só pq eu te admiro, mas pq teu trabalho é muito bom.

    Um beijão

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  2. Obrigada, Charle! Gosto mesmo quando tu da tuas opiniões sobre os textos. É importante pra mim também.

    Obrigada de novo, sabe que é recíproca a minha admiração por ti! Beijo.

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