Eu tento poetizar tudo, mesmo
sabendo que a vida não é poesia. Poesia sempre bonita, boa. Ou, até ser, e pode
ser livro também. Mas, a verdade é que a gente nunca sabe qual é o título do
livro, nem o conteúdo, nem sequer a introdução. Porque, quem vai escrevendo é a
gente mesmo, e é muita responsabilidade ser o escritor da própria história, mas
tem de ser assim. Então, quero ser poetiza, poetizar cada linha do meu livro.
Poetizar da melhor forma, até dar forma ao que não faço possível de entender,
deixando algumas linhas em branco, talvez, mas deixando essa poesia exatamente
com a minha cara, com o meu nome no final. E acho que deveria ser
assim, deveria-se poetizar mais, poetizar o viver, poetizar-se.
Bruna Eccel
