
Com um certo tempo a gente descobre que além de bater pra nos deixar vivos, o coração também tem a função de falar, escutar, e sentir. A grande diferença é o tempo que cada um demora pra descobrir essa outra função que explendorosamente ele nos dá. Até não diria "nos dá", seria mais uma questão de permitir-se, se conhecer, de deixar sentir. Se deixar levar, pelo que se chama sentimentos, que não sejamos tanto pela razão, que saibamos usar o que temos de melhor dentro de nós. Sem essa chamada banalidade de hoje, sem jogos, sem regras, sem clichês. Tentar sempre e entender que todo mundo erra, pois só no erro se aprende, mas que todo mundo também tem o direito de acertar. As vezes precisa-se apenas escutar além das batidas, largar a mão do medo e enfim, quem sabe, estar realmente pronto pra segurar a mão de alguém.
